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Febre maculosa: como prevenir essa doença que leva à morte

Febre maculosa: como prevenir essa doença que leva à morte

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Febre maculosa: como prevenir essa doença que leva à morte

 

Tendo em vista o crescente número de casos e óbitos confirmados da doença, estamos, atualmente, em estado de alerta com relação à febre maculosa.

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), reconhecida pelo Ministério da Saúde como Laboratório de Referência Nacional para Febre Maculosa e outras Riquetsioses, tem registrado um aumento considerável no número de amostras recebidas com suspeita da doença.

Mas você sabe como prevenir esse problema que pode levar à morte?

No intuito de conscientizar sobre a doença, reunimos informações importantes sobre medidas preventivas e tratamento. Confira!

 

O que causa a febre maculosa

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia sp. e é transmitida principalmente por picadas de carrapatos.

Os carrapatos se contaminam ao se alimentarem do sangue de animais infectados, como cavalos, capivaras ou gado.

Os carrapatos transmitem a bactéria aos humanos, quando ficam aderidos à pele por cerca de quatro horas.

Apesar da picada causar coceira, às vezes pode passar despercebida, principalmente quando se trata de um carrapato larval muito pequeno, conhecido como “micuim”. 

No Brasil, existem duas bactérias: a Rickettsia rickettsii, que é mais comum na região sudeste e causa doença grave com taxa de mortalidade de até 55%; e a Rickettsia parkeri, registrada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará, que causa uma doença mais branda. 

 

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Diagnóstico

O diagnóstico da febre maculosa precisa ser rápido. Depois da contaminação, o período de incubação da doença é, em média, de uma semana, com variação de dois a 14 dias.

Dessa forma, o diagnóstico da febre maculosa deve ser rápido, apesar de ser complicado, pois os sintomas evoluem com certa rapidez.

 

Sintomas da febre maculosa

Inicialmente, podem variar entre febre, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor no corpo e até mesmo falta de apetite. Depois, ocorre o surgimento de manchas vermelhas na pele e a saúde do paciente pode piorar.

A febre é tão grave que ocorre inflamação nos vasos, causando tromboses e formação de coágulos, ocasionando a falha nos órgãos devido à falta de circulação adequada.

Passados alguns dias, podem ocorrer complicações mais severas, como insuficiência renal, insuficiência respiratória e necrose de tecidos.

A princípio, a febre maculosa pode ser confundida com outras doenças, como leptospirose, dengue e malária.

Portanto, se um paciente desenvolver sintomas, é importante mencionar viagens para áreas perigosas e histórico de picadas de carrapatos.

Vale salientar que a resposta do sistema imunológico do indivíduo e até mesmo da presença de outras comorbidades podem influenciar na gravidade do quadro.

Dessa forma, é importante dar uma atenção especial às crianças e idosos, que podem não reclamar das picadas e desenvolver doença grave por falta de suspeita.

 

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Tratamento da febre maculosa

O tratamento precoce com antibióticos é muito importante e deve ser iniciado nos primeiros dias para evitar a progressão da doença.

Infectologistas orientam  que os antibióticos não devem ser tomados sem uma avaliação, por isso é importante procurar atendimento médico imediato se ocorrerem sintomas.

Os casos suspeitos e candidatos ao tratamento são aqueles que apresentam sintomas como febre e dor de cabeça, dores no corpo, náuseas, vômitos, histórico de picadas de carrapatos e/ou viagem para áreas perigosas nos últimos 15 dias.

Os casos graves requerem internação e as primeiras 48 horas são as mais complicadas.

Condições mais leves podem ser mantidas em tratamento ambulatorial, mas todas as complicações, incluindo renais, cardíacas, pulmonares e do sistema nervoso, devem ser monitoradas.

Os medicamentos para o tratamento da febre maculosa podem ser obtidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Como prevenir a febre maculosa

Como não há vacina contra essa doença, é importante tomar precauções para evitar o contato com carrapatos infectados, que vivem em áreas de floresta e animais. 

Durante as atividades em áreas potencialmente infectadas, recomenda-se o uso de sapatos fechados e roupas compridas de corpo inteiro, com a parte inferior da calça dentro das botas.

Uma dica bastante útil é optar por roupas de cores claras para facilitar a identificação dos carrapatos.

O ideal é verificar se há carrapatos no corpo a cada três horas após a exposição a ambientes ou situações perigosas.

Quanto mais cedo forem removidos, menor o risco de contaminação. É importante ficar atento até aos locais mais escondidos, como embaixo dos braços, no umbigo, entre os polegares, atrás das orelhas e na parte interna das coxas, pois os carrapatos podem ser bem pequenos.

Se for observado um carrapato preso à pele é recomendável evitar esmagá-lo, pois isso pode levar à liberação de bactérias. A maneira correta é torcer suavemente com uma pinça.

Se até 15 dias após estar em áreas de risco o indivíduo apresentar sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.

 

Outros cuidados

É recomendado cortar relva e arbustos rentes ao solo, já que os carrapatos são sensíveis ao clima seco e à luz solar.

Também é importante retirar qualquer lixo ou restos de comida que possam atrair animais.

Animais de estimação devem ser examinados regularmente e tratados conforme indicado pelo veterinário.

Ficou com dúvidas ou tem mais dicas sobre como prevenir a febre maculosa? Compartilhe conosco deixando um comentário em nossas redes sociais. Você poderá ajudar outras pessoas!

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