O artigo reúne dois textos da psicóloga Nádia Helena Marciano sobre estresse, equilíbrio emocional, busca por ajuda, mudanças e a coragem necessária para recomeçar.
Cuidar da saúde mental também significa aprender a reconhecer os sinais de que algo não vai bem e compreender como nossas emoções podem influenciar a maneira como enfrentamos os desafios da vida. Por isso, a Orsola segue compartilhando conteúdos de profissionais parceiros e conveniados que contribuem para ampliar essa reflexão e incentivar o cuidado com o bem-estar emocional.
Neste artigo, apresentamos dois textos escritos pela psicóloga Nádia Helena Marciano, parceira da Orsola, que trazem reflexões sobre diferentes aspectos da vida emocional. Em “Estresse”, a profissional aborda o esforço de adaptação diante de situações que podem afetar nosso equilíbrio e destaca a importância de observar a maneira como reagimos às dificuldades.
Já em “Recomeçar”, Nádia convida o leitor a refletir sobre a possibilidade de buscar ajuda, aceitar mudanças e encontrar novos caminhos diante de períodos de sofrimento e desânimo.
Confira, a seguir, os textos escritos pela psicóloga.
Estresse
Até hoje, a ciência descobriu o funcionamento de mais ou menos 10% do nosso cérebro. Quanto mais avançam os conhecimentos, mais se comprova a relação entre nossa vida psicológica e física. Muito se tem pesquisado sobre a influência que a mente pode ter sobre o corpo, tanto na aparição das doenças como na conservação da saúde.
A resistência ou não da pessoa à doença estaria ligada não somente à genética, mas principalmente ao potencial de defesas psicológicas que a pessoa possa ter diante de situações de estresse ou sofrimento. Dependendo do grau de defesas psíquicas, da força do ego, será determinada a “instalação” ou “rejeição” da doença no organismo.
Esforço de adaptação
O estresse pode ser definido como um esforço de adaptação para enfrentar situações que o corpo ou a mente percebam como ameaçadoras à vida e ao equilíbrio interno. A ocorrência de estresse não requer necessariamente que haja perigo real, mas pode ser provocada por emoções de medo, preocupação, raiva, rejeição, etc.
Portanto o estresse pode ser uma reação à pressão de origem interna (psicológica) ou externa (familiar, social, econômica). Para a saúde de uma pessoa ser afetada, vai depender da intensidade, duração e repetição das situações ou sentimentos estressantes e, sobretudo da maneira como vai lidar com os problemas. Uma mesma situação pode levar alguns indivíduos à exaustão e a outros não, isso dependerá, como já foi dito, da força de ego da pessoa e de suas defesas psicológicas.
Suscetibilidade
Um estado psicológico frequente de emoções negativas como ansiedade, ódio, inveja, fará com que certas regiões do cérebro comandem a secreção de hormônios específicos na corrente sanguínea que deixarão a pessoa sempre em estado de alerta, pronta para “enfrentar” ou “fugir” dos problemas.
Sabemos que uma descarga de adrenalina, por exemplo, interfere no ritmo de atividades dos pulmões, estômago, temperatura, etc. Se esse estado de alteração for constante ou muito prolongado, a saúde será afetada pela alta produção do hormônio cortisol, entre outras substâncias, que deixarão o organismo suscetível à instalação das doenças.
Ao contrário, se a pessoa reage de uma maneira mais calma diante dos problemas, seu organismo manterá um equilíbrio bioquímico mais estável, parando de estimular a produção excessiva dos hormônios do estresse, e assim terá mais condições de defender-se ou recuperar-se das mais diversas doenças.
Conseguir manter-se mais sereno auxilia na recuperação do equilíbrio imunológico
Portanto, concluímos que a saúde do corpo tem estreita dependência dos conteúdos da mente. O desequilíbrio hormonal está relacionado, antes de tudo, com as reações emocionais conscientes diante dos fatos do presente, do passado e do futuro. É sábio querer conhecer-se para preservar-se, descobrindo os pontos fracos que muitas vezes ofuscam ou impedem que todo potencial de força e saúde possam se manifestar.
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Recomeçar
Geralmente nossos problemas nos deixam com uma visão desfocada dos fatos e da vida.
Tendo muitas vezes perdido o equilíbrio, desconfiamos que estamos precisando de ajuda. Porém descrentes, não ousamos acreditar que possa existir uma luz que ilumine o poço fundo em que nos encontramos. Estender a mão para receber um auxílio pode parecer um sacrifício além de nossas forças.
E assim insistimos mais um pouco nos nossos hábitos irracionais e contraproducentes, repetindo incontáveis vezes os mesmos resultados: o fracasso, a revolta, o desânimo e a solidão.
Acreditar que a vida não é somente aquilo que conseguimos enxergar de maneira tão reduzida é essencial para que se possa reencontrar a esperança num modo de vida mais sadio e tranquilo.
Dar-se a chance de reencontrar um conforto interior, aceitar mudanças, abrir-se para o novo exige um ato de coragem para dar os primeiros passos. Querer resgatar-se é um ato de bondade consigo mesmo.
Aceitar ajuda é sinal de sanidade.
“Ter autoestima não é fazer somente aquilo que se quer, mas principalmente aquilo que é necessário”.
Terapia pós-óbito
A psicóloga Nádia Helena Marciano disponibiliza também atendimento voltado à terapia pós-óbito, contribuindo para que os associados tenham acesso ao cuidado com a saúde mental, com conforto, sigilo e confiança.
Os atendimentos são realizados com hora marcada. Para mais informações ou agendamentos, entre em contato pelo telefone (19) 99239.6940.
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