As cólicas em bebês estão entre as principais preocupações dos pais nos primeiros meses de vida.

O choro intenso, aparentemente sem motivo, costuma gerar insegurança, cansaço e muitas dúvidas, especialmente para mães e pais de primeira viagem. 

Saber reconhecer os sinais, entender suas causas e aprender formas seguras de aliviar o desconforto faz toda a diferença nesse período.

Neste artigo, você vai entender o que são as cólicas, como identificar os sintomas, quais atitudes ajudam a aliviar a dor e quando é necessário procurar um médico.

Dados científicos sobre cólicas nos bebês

Estudos clínicos e publicações médicas indicam que as cólicas são um comportamento comum e esperado durante os primeiros meses de vida. Pesquisas revisadas por especialistas mostram que a prevalência estimada de cólica em recém-nascidos varia amplamente entre 3% e 28% dos bebês em todo o mundo, dependendo dos critérios usados para definição e observação dos casos. Em alguns estudos, até 40% dos bebês apresentam episódios de choro intenso característicos de cólicas nas primeiras semanas de vida .

Esses episódios geralmente atingem o pico por volta de 6 semanas de idade e diminuem gradualmente até desaparecerem por volta de três a seis meses. A variação nos números reflete diferenças nos métodos de pesquisa e nas definições empregadas, mas reforça que as cólicas são uma condição frequente e autolimitada na fase inicial do desenvolvimento infantil.

O que são cólicas em bebês?

São episódios de choro intenso e prolongado, geralmente relacionados a desconforto abdominal. Elas costumam surgir a partir da segunda semana de vida e podem se estender até, aproximadamente, os cinco ou seis meses.

Esse tipo de choro é diferente do choro comum causado por fome, sono ou fralda suja. Nas cólicas, o choro tende a ser mais agudo, difícil de consolar e acontece, com frequência, no fim do dia ou à noite.

É importante reforçar que elas são comuns e fazem parte do desenvolvimento normal de crianças saudáveis.

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Principais causas

Apesar de não haver uma causa única definida, especialistas apontam alguns fatores associados às cólicas em bebês:

  • Imaturidade do sistema digestivo, ainda em desenvolvimento
  • Acúmulo de gases no intestino
  • Refluxo gastroesofágico
  • Ingestão de ar durante a amamentação ou uso de mamadeira
  • Superestimulação do ambiente (luz, barulho e excesso de estímulos)
  • Possível sensibilidade ou alergia alimentar, em casos específicos

As cólicas não estão diretamente relacionadas ao tipo de leite, seja materno ou fórmula, e afetam igualmente meninos e meninas.

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Como reconhecer os sintomas 

Identificar os sinais ajuda os pais a agirem com mais segurança. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Choro intenso, alto e inconsolável
  • Pernas encolhidas ou esticadas com rigidez
  • Barriga inchada e dura
  • Rosto avermelhado durante o choro
  • Punhos fechados
  • Movimentos bruscos de braços e pernas
  • Arqueamento das costas
  • Eliminação frequente de gases

Esses sinais costumam aparecer juntos durante as crises.

Como aliviar as cólicas em bebês: dicas práticas

Embora não exista uma solução única, algumas atitudes simples ajudam a reduzir o desconforto:

1. Posição e contato

Manter o bebê no colo, de barriga para baixo, ou apoiado no antebraço pode ajudar a aliviar a pressão abdominal. O contato pele a pele também costuma acalmar durante episódios de dor.

2. Arrotar após as mamadas

Garantir que o bebê arrote depois de mamar reduz o acúmulo de ar, um dos principais fatores das cólicas.

3. Massagem abdominal

Movimentos suaves e circulares na barriguinha, no sentido horário, auxiliam na eliminação de gases e aliviam a dor.

4. Movimentar as pernas

Simular movimentos de “pedalar” com as pernas do bebê ajuda o intestino a funcionar melhor, reduzindo o desconforto.

5. Compressa morna

Uma compressa morna na barriga pode relaxar a musculatura abdominal e aliviar a dor.

6. Ambiente tranquilo

Reduzir estímulos como luz forte e barulho excessivo ajuda bebês que ficam mais irritados no fim do dia, quando as cólicas costumam ser mais frequentes.

A importância do cuidado emocional dos pais

Lidar com cólicas do bebê pode ser emocionalmente desgastante. O choro constante gera ansiedade, frustração e cansaço, o que é absolutamente compreensível.

É fundamental lembrar que:

  • Consolar o bebê não é “mimar”, é acolher
  • Pedir ajuda não é sinal de fraqueza
  • Fazer pausas é necessário para manter o equilíbrio emocional

Nunca se deve chacoalhar um bebê. Caso o estresse esteja alto durante as crises, coloque a criança em um local seguro e afaste-se por alguns minutos até se acalmar.

Quando procurar um médico

Apesar de as cólicas em bebês serem comuns, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica:

  • Choro muito agudo e persistente
  • Vômitos frequentes
  • Perda de peso
  • Presença de sangue nas fezes
  • Diarreia constante
  • Diminuição da urina ou da mamada
  • Lábios ou pele com coloração azulada

O pediatra é o profissional indicado para confirmar se o choro está relacionado às cólicas ou a outra condição.

Perguntas frequentes sobre cólicas em bebês 

O que são cólicas em bebês?

São episódios de choro intenso e prolongado, geralmente associados a desconforto abdominal, gases ou imaturidade do sistema digestivo. São comuns nos primeiros meses de vida e tendem a desaparecer naturalmente.

Até que idade as cólicas em bebês costumam durar?

Na maioria dos casos, começam por volta da segunda semana de vida, atingem o pico entre seis e oito semanas e diminuem gradualmente até desaparecerem entre três e seis meses.

Como diferenciar cólicas de outros tipos de choro?

O choro das cólicas costuma ser mais agudo, intenso e difícil de consolar. Geralmente vem acompanhado de sinais como pernas encolhidas, barriga inchada, rosto avermelhado e rigidez corporal.

O leite materno causa cólicas em bebês?

Não. As cólicas não estão diretamente relacionadas ao leite materno ou à fórmula. Bebês amamentados no peito e os que usam fórmula podem apresentar cólicas da mesma forma.

Quando as cólicas deixam de ser normais?

É importante procurar um pediatra se, além das cólicas, houver sintomas como vômitos frequentes, perda de peso, sangue nas fezes, diarreia persistente ou diminuição da mamada e da urina.

Cólica em bebês: um período que passa

Por mais desafiador que seja, as cólicas são temporárias e tendem a desaparecer conforme o sistema digestivo amadurece. Com informação, acolhimento e acompanhamento adequado, é possível atravessar essa fase com mais tranquilidade.

Se você está passando por esse momento, saiba que não está sozinho. As cólicas em bebês fazem parte do desenvolvimento infantil e não definem o futuro emocional ou comportamental da criança.

E se você já passou por isso e tem alguma dica sobre como amenizar esses momentos, deixe seu comentário em nossas redes sociais. Assim poderá ajudar outros pais.

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