Os cemitérios não são apenas espaços para a despedida, mas verdadeiros museus a céu aberto, onde nossos sentimentos encontram a história.
O Cemitério da Saudade em Americana, nossa cidade vizinha, transcende sua função original, tornando-se local de herança, afeto e curiosidade.
Convidamos você a enxergar esse espaço sob um novo olhar, reconhecendo neles a riqueza de narrativas que moldaram a cidade. Continue a leitura!
Zé Rico: o túmulo simbólico, o carinho real

Imagem: rcn67
José Rico, ícone da música sertaneja e parte da dupla Milionário & José Rico, possui uma ligação especial com Americana. Ele faleceu em março de 2015 e foi velado na Câmara de Vereadores.
Embora muitas pessoas pensem que o sepultamento tenha ocorrido em Campinas (SP), e que em Americana existe apenas um cenotáfio — um memorial simbólico sem os restos mortais — erguido em sua homenagem, o artista foi mesmo sepultado no Cemitério da Saudade em Americana.
O local se tornou um ponto de encontro para fãs, amigos e curiosos, que deixam flores, fotos, violões e mensagens, especialmente nas datas de seu nascimento e falecimento.
Sua sepultura acolhe o carinho real de uma comunidade que celebra sua memória com afeto e respeito.

imagem: O Liberal
No Cemitério da Saudade de Americana há também um monumento aos Soldados Constitucionalistas de 1932, um dos pontos históricos mais emblemáticos da cidade.
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, uma luta de São Paulo pelo retorno do regime democrático no Brasil após a Revolução de 1930, três jovens voluntários de Americana — Jorge Jones, Fernando de Camargo e Aristeu Valente — foram abatidos na tomada de Monte Sião (MG).
Seus nomes estão eternizados no monumento. O túmulo de Jorge Jones é tombado pelo patrimônio histórico de Americana e é visitado em datas como 9 de julho (Dia da Revolução) e Finados, além de receber visitas escolares.
Em 2021, o túmulo foi alvo de furto, perdendo elementos históricos como capacete e espada de bronze, o que causou comoção local.
O local é bastante visitado não só por motivos históricos, mas também por sua aura de respeito, tradição e patriotismo. Para a cidade, esses soldados simbolizam coragem e amor à terra natal.
Outras histórias e a força da tradição no Cemitério da Saudade em Americana

Imagem: Keller Stocco
O Cemitério da Saudade foi fundado em 1903, com o primeiro sepultamento registrado no ano seguinte. Inicialmente, localizava-se afastado do núcleo urbano de Villa Americana, quando ainda pertencia a Campinas.
Com o crescimento da cidade, o cemitério passou a integrar a geografia urbana, tornando-se parte significativa da memória coletiva de Americana.
O local é conhecido por suas alamedas amplas, capelas para cerimônias, áreas arborizadas e uma administração eficiente. A limpeza constante e o cuidado com os detalhes proporcionam um ambiente acolhedor e funcional, tornando as visitas mais tranquilas, mesmo em ocasiões emocionalmente difíceis.
Além de ser um espaço de luto, o Cemitério da Saudade abriga túmulos e jazigos de valor histórico e artístico, com esculturas sacras e elementos arquitetônicos que revelam a cultura e a religiosidade da população local. Personalidades que deram nome a escolas, ruas e empresas locais também estão sepultadas ali.
Esse aspecto transforma o cemitério em um repositório vivo da história de Americana.
Situado em uma área estratégica da cidade, o Cemitério da Saudade é de fácil acesso tanto por transporte público quanto por carro. Essa localização central permite que familiares e amigos compareçam regularmente para prestar homenagens e manter viva a memória de seus entes queridos.
No Dia de Finados, o cemitério se transforma em um espaço de encontro para a comunidade, onde a tradição de visitar os familiares que já se foram é mantida viva.
Em 2023, por exemplo, estima-se que 17 mil pessoas visitaram os cemitérios da Saudade e do Parque Gramado, levando flores, acendendo velas e prestando homenagens.
Conheça a Origem do Dia de Finados: descubra as raízes históricas desta comemoração.
Homenagear e preservar é um ato de amor
Respeitar e preservar a memória de quem partiu é essencial para manter viva a identidade local.
Convidamos os barbarenses a visitarem o Cemitério da Saudade em Americana sob um novo olhar, reconhecendo nele espaços de história, afeto e pertencimento.
A Funerária Araújo – Orsola cuida para que essas memórias nunca se apaguem.
E você, leitor, sabe de mais algum detalhe da história do Cemitério da Saudade em Americana que não tenha sido mencionado neste conteúdo? Compartilhe conosco deixando seu comentário em nossas redes sociais. Será um prazer para nós!

